sábado, 31 de dezembro de 2011

O Imaginário Coletivo: A menina - A Pipoca - A Lenda Mogiana

Com muita satisfação que agradeço o convite dos alunos do curso de Marketing da UMC, Cléber Vaz, Gabriela Mandáglio, Bárbara Morrone, Tayna Nogueira, Marciana Silva e Luiz Felipe Calado. Estes estudantes realizaram um belo trabalho, onde puderam reescrever a mais famosa lenda mogiana: A Menina da Pipoca. Abaixo encontra-se o resultado final desta pesquisa em forma de vídeo. Parabéns pelo trabalho.



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

1º ENCONTRO HISTÓRICO CULTURAL

PARQUE NATURAL MUNICIPAL FRANCISCO AFFONSO DE MELLO


O evento aconteceu no período de 25 e 26 de novembro e contou com  a participação de pesquisadores e professores de Mogi das Cruzes. No dia 25 de novembro os participantes assistiram uma palestra ministrada pela arqueóloga : Vivian Cristine Fernandes Yamashita que apresentou uma palestra sobre o Patrimônio Histórico Cultural da Serra do Itapety e puderam observar peças encontradas em sítios arqueológicos do lago no Parque, no dia 26 de novembro os participantes assistiram palestra do Glauco Ricciele Prado Lemes da Cruz Ribeiro sobre História e Cultura da Serra do Itapety. Foi uma oportunidade de conhecimento sobre a historia do parque no contexto da cidade de Mogi das Cruzes e compreender a necessidade de mantê-lo protegido.





terça-feira, 1 de novembro de 2011

Músicas da década de 1970 - II


RODA VIVA

A canção Roda-viva, de Chico Buarque faz parte da famosíssima peça de mesmo nome, escrita em 1967 e que, um ano depois, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, recebeu montagem à altura, no teatro Oficina. Chico Buarque, que até então era "a única unanimidade brasileira", nas palavras de Millôr Fernandes, chocou parte de seu público com a radicalidade crítica e o tom francamente agressivo da peça.

Mas vamos à letra Roda-viva: ela tem um chão histórico específico, ou seja, os obscuros anos da ditadura. É desse tempo que ela data e é o que esse tempo representou para a experiência brasileira que ela aborda e cifra. Eu falei em "cifra"? Sim, a palavra cifra tem, além da acepção comercial que conhecemos, o sentido de explicação de escrita hermética, enigmática, e, por extensão, passa a significar essa própria escrita. Decifrar é justamente tirar a cifra, tornar o texto claro, interpretá-lo. Como dissemos, a composição de Chico se originou em meio ao turbilhão da instauração da ditadura militar no Brasil. Ditadura que representava, para a cultura, simplesmente o fim da liberdade de expressão. Um meio muito utilizado na época (e, de um modo geral, em períodos não democráticos, no Brasil e em outros países) para driblar a censura foi a metáfora, o despistamento, a linguagem figurada, a cifra. Alguns escritores e jornalistas falavam aparentemente de flores e rouxinóis, quando estavam se referindo à situação político-social brasileira.

O que é roda-viva? Roda-viva é, conforme os dicionários, movimento incessante, corrupio, cortado; é ainda confusão, barulho. O texto menciona ações frustradas pela roda-viva.

Na letra a roda-viva está associada à morte, ao contrário do que indica a palavra. A roda ceifa, arranca aquilo que ainda está em desenvolvimento: a gente estancou de repente. A gente parou (de crescer) de repente. Note-se como é expressivo o uso de estancar, que nos faz lembrar imediatamente de sangue. Somos abortados na capacidade de decidir o próprio destino, de adquirir autonomia como um rio é barrado, como um fluxo de sangue é estagnado.

Essa espécie de vendaval arrebata a voz, o destino das pessoas e a capacidade de exprimir artisticamente seu sofrimento:arrebata-lhes ainda a viola . A roda-viva arrebata da gente a roseira há tanto cultivada e que não teve tempo de exibir tudo o que prometia.

A composição é cortada por dois movimentos: um expressa a ação empenhada, o trabalho sistemático, o desejo de ser o sujeito da própria história. A esse movimento pertence o querer ter voz ativa, o ir contra a corrente (da roda-viva), o cultivo ininterrupto da rosa, o tocar viola na rua e a saudade de tudo isso (na medida em que a saudade pode ajudar a reorganizar o pensamento e a luta). O outro movimento expressa a ação abortiva exercida pela roda-viva. Esse movimento vem expresso numa frase reiterada: "Mas eis que chega a roda-viva e carrega (o que quer que seja) pra lá". A conjunção "mas" sinaliza justamente essa mudança de direção, sinaliza ação adversa. A frase "eis que chega..." vem sempre ligada na letra a um tipo de estribilho, a uma fórmula aparentemente ingênua, que lembra as cantigas de roda: "roda mundo, roda gigante/ roda-moinho, roda pião/ o tempo rodou num instante nas voltas do meu coração". Essa fórmula, inocente na aparência, dado seu teor caótico e quase surrealista (típico de enigmas, cantigas de ninar etc.) e a referência a brinquedos infantis (roda-gigante, pião), tem o efeito de exprimir um desnorteio, uma situação absurda, fora do esquadro. De fato, não é possível conceber a ditadura como algo natural. Ela não pertence à ordem da razão.

Esses movimentos descritos na letra são, portanto, de trabalho em curso e de sucessiva frustração. Isso descreve muito a experiência brasileira, tanto do ponto de vista social e político como do ponto de vista cultural. Quando estávamos começando a engatinhar na democracia, é instalado o regime totalitário, para o qual não existem indivíduos. Sufoca-se até a saudade (já cativa) de outros tempos.

Mas esse ambiente de tanto mal-estar foi filtrado por Chico Buarque com muita cautela: era preciso despistar a censura, daí a profusão de rodas e de versos encantatórios; era preciso dizer a verdade, daí o tumulto e a sensação de frustração advinda da mesma profusão de rodas, que diríamos serem antes de trator.

Fonte(s):

Músicas da década de 1970


O Bêbado e a Equilibrista (Significado da letra)

Interpretação: Sara Seadi e João Bosco


O Bêbado (1- O bêbado representa os artistas, poetas, músicos e "loucos" em geral, que embriagados de liberdade ousavam levantar suas vozes contra a ditadura.)

e a Equilibrista (2- A equilibrista era a esperança de democracia, um projeto de abertura política gradual, que a cada "eleição", a cada evento que incomodava os militares (passeatas, etc), tinha sua existência ameaçada.)

Caía a tarde feito um viaduto (3- Um viaduto, obra do governo, caiu, desabou sobre carros e ônibus cheios de pessoas, matando muita gente. Na época, nada pôde ser noticiado nem as pessoas foram devidamente ressarcidas ou indenizadas. Cidade de Belo Horizonte, viaduto da Gameleira, década de 70. )

E um bêbado trajando luto (4- Referência aos militantes de esquerda que foram "sumidos" ou declaradamente assassinados sob tortura.)
me lembrou Carlitos

A lua (5- A lua representa os políticos civis que se colocaram a favor do regime, a fim de obter ganhos pessoais. Eles "acreditavam" tanto na propaganda oficial que se dizia que se um general declarasse que a lua era preta eles passariam a defender tal tese como verdade absoluta. Em determinada época foram até chamados de luas-pretas.)

tal qual a dona do bordel (6- A Câmara de Deputados e o Senado foram algumas vezes comparados a bordéis devido aos negócios imorais que lá se faziam. É claro que os cidadãos indignados não podiam dizer claramente que pensavam isto, ou seriam no mínimo processados por calúnia, injúria, difamação e etc.)

Pedia a cada estrela fria (7-As estrelas são os generais, donos do poder. Alguns deles nunca apareceram como governantes, preferindo manipular nos bastidores. Se contentavam com uns poucos privilégios astronômicos e umas ninharias de cargos de direção em estatais ou o poder de nomear umas poucas dezenas de parentes e correligionários em empregos públicos.)

um brilho de aluguel (8- O brilho de aluguel era, como mencionado acima, os ganhos pessoais e até eleitorais obtidos pelos civis que aceitavam ser marionetes. Alguns destes civis cresceram tanto que altrapassaram em poder os seus "criadores" fardados.)

E nuvens (9- Os torturadores são aqui comparados a nuvens, pois eram intocáveis e inalcançáveis.)

lá no mata-borrão(10- O mata-borrão é um instrumento antiquado destinado a eliminar erros, borrões na escrita. O DOI-CODI, nossa temível polícia política da época era o mata-borrão do regime (instrumento antiquado destinado a eliminar erros).)

do céu (11- As prisões eram inalcançáveis ao cidadão comum, inacessíveis, por isso a comparação com o céu. )

Chupavam manchas (12- Os rebeldes são comparados a manchas, ou seja um erro na escrita, uma coisa fora da ordem, uma indisciplina.)

torturadas (13- Referência à tortura aplicada aos militantes de esquerda, que ocorria às escondidas. O regime jamais admitiu que torturava pessoas, porém nunca houve punições aos casos que conseguiam alguma divulgação, apesar da censura à imprensa.), que sufoco louco

O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil (14- Os artistas nunca se calaram. Esta música, ele própria é uma das irreverências.)

Pra noite do Brasil (15- Um tema recorrente nas músicas da época. A volta das liberdades políticas é comparada ao amanhecer, bem como a ditadura é comparada à noite.),
meu Brasil

Que sonha com a volta do irmão do Henfil (16- O Henfil (Henrique Filho) era um afiadíssimo cartunista político muito visado pelo regime, bem como seu irmão o Betinho, que no governo Fernando Henrique organizou o programa de combate à fome. Os dois eram hemofílicos e morreram de Aids.)

Com tanta gente que partiu (17- Referência aos exilados políticos.)
num rabo-de-foguete

Chora a nossa pátria mãe gentil

Choram Marias e Clarisses (18-Maria é a esposa do operário Manuel Fiel Filho morto sob tortura nos porões do DOI-CODI (SP) em janeiro de 1976 e Clarice é a esposa do jornalista Wladimir Herzog, também morto sob tortura, no DOI-CODI (SP) em outubro de 1975.)
no solo do Brasil.

Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente
A esperança dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar , a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar.

____________________________
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Olhares de Mogi II


Fotos da Serra do Itapety


Capela do Caetano



Casa de Taipa

Joões de Barro

Cruz do Pito



Mogi das Cruzes vista do lado leste da Serra do Itapety


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Olhares de Mogi I

Sou vibrado em fotografia. Com esta série de fotos pretendo iniciar uma mostra de Mogi das Cruzes sob minha ótica . Espero que todos gostem.


Catedral de Sant'Anna

Cemitério São Salvador

Cemitério São Salvador

Casa do Largo Bom Jesus

Serra do Itapety

Pico do Urubu

Cemitério São Salvador

Cemitério São Salvador

Cemitério São Salvador

Cemitério São Salvador

Cemitério São Salvador

CEMFORPE - Serra do Itapety

Serra do Itapety

Bandeira de Mogi das Cruzes

Serra do Itapety ao entardecer 

Igreja do Carmo

Entardecer em Mogi das Cruzes 24/10 às 19:06

PARQUE NATURAL MUNICIPAL FRANCISCO AFFONSO DE MELLO: Palestra- O meio como contexto, agente e conteúdo ...

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: Um grupo de professores participaram de uma palestra ministrada pelo professor: Glauco Ricciele , no dia 01 de outubro no período da ma...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Congresso Técnico dos Jogos Abertos de Mogi das Cruzes 2011


No dia 22/10 ocorreu em Mogi das Cruzes, o Congresso Técnico dos Jogos Abertos 2011. Na ocasião foi vinculado um vídeo meu sobre os “Patrimônios de Mogi das Cruzes”. Fiquei lisonjeado em poder cooperar com minha amada cidade. Foi um presente para eu ver meu vídeo ser apresentado a mais de 200 municípios do estado de São Paulo, mostrando as belezas desta terra abençoada. 





segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Uma Ciranda Histórica


No dia 11/10 ocorreu o projeto “Uma Ciranda Histórica”, coordenado pela Psicóloga Dr. Valéria Rocha Macedo (minha namorada) e por mim Historiador Glauco Ricciele. Este projeto visa socializar pacientes de câncer da entidade ABCC-AT e através de um passeio histórico, conhecer um pouco da história, Arquitetura e Tradições de Mogi das Cruzes.











domingo, 2 de outubro de 2011

ROUBO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL


No dia 23 de setembro, participei do 7º Premio de Responsabilidade Social do Alto Tietê Mogi News Chevrolet, ao convite da minha namorada Valéria Rocha Macedo Psicóloga do Centro Oncológico de Mogi das Cruzes e do ABCCAT. Aliás ganhadora do prêmio Responsabilidade Social “ONG”, com o projeto “Algodão Doce”. Durante o inicio do evento foi projetado um vídeo do hino de Mogi das Cruzes para o público. Este vídeo é de minha autoria em nenhum momento a organização do evento me contactou para liberação de direitos autorais e para piorar a situação cortaram os créditos do vídeo onde esta meu nome. Peço que o Mogi News se retrate referente a tal fato. Grato





OBS.: Todos meus videos podem ser utilizados em público, mas peço que envie um e-mail  GLAUCOHISTORIA@LIMAO.COM.BR previamente para a devida autorização. Caso isto não seja realizado a organização do evento poderá responder em juízo este crime se caracteriza como ROUBO DE PROPRIEDADE INTELECTUAL

O Grupo Mogi News se retratou na quinta-feira dia 29 de setembro:





domingo, 5 de junho de 2011

Divina Lembrança

          A TV Diário teve uma magnífica idéia de publicar fotos de momentos especiais de Devotos durante a Festa do Divino de Mogi das Cruzes. No dia 3 de junho durante a 1º edição do Diário TV foi iniciado esse projeto com uma foi minha, tirada na procissão de Pentecostes de 2003 como Bandeireiro. Neste ano completo 9 anos de participação nesta procissão.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Bandeirantes: O cotidiano na Vila de Sant’Anna de Mogi-Mirim




             O cotidiano dos bandeirantes não era uma tarefa fácil, mas árdua, sua sobrevivência era calcada dia a dia durante as bandeiras que percorriam sertões e matas fechadas a procura de indígenas (a caso de tribos antropófagas no estado de São Paulo) e ouro. Quando as ações no sertão cessavam, as bandeiras se dispersavam e finalmente o bandeirante seguia ao encontro de seus familiares em suas vilas.

            Na vila de Sant’Anna de Mogi-Mirim (futura cidade de Mogi das Cruzes), as condições de vida eram basicamente ligadas à agricultura e os resultados obtidos nas bandeiras como o comércio de escravos e a extração de ouro. A pequena vila contava com menos de 1.000 habitantes nas imediações da Igreja Matriz, durante o inicio do século XVII. Suas ruas nasceram da necessidade de locomoção de uma fazenda para outra, sendo assim cinco ruas principais as atuais ruas Ipiranga (sentido vila de São Paulo de Piratininga), Dr. Corrêa (sentido Vale do Paraíba e a Capitânia de Sebastião do Rio de Janeiro) antiga estrada real, José Bonifácio, Paulo Frontin e Flaviano de Melo.

            As moradias bandeirantistas por muitas eram simples em suas construções e acomodações, não por falta de recursos financeiros e mão de obra, mas pela dificuldade de transporte de bens vindos da metrópole ibérica ou mesmo de grandes vilas como São Paulo de Piratininga e Minas Gerais. Em geral as casas eram construídas em um pavimento único composta de paredes de taipa de pião e telhado de sapê ou de telhas de barro rústicas. O mobiliário era simples composto por móveis feitos de madeira, utensílios em geral de barro ou ferro, entre o mobiliário destacam-se mesa, candeeiro, arca/baú, tamboladeira (vasilha), baixela/prato de barro e redes para dormir. As camas em principio vinham de Portugal desta forma seu custo era muito elevado para grande parte das famílias, sendo assim utilizavam-se as redes. Os talheres passaram a não fazem parte do cotidiano, desta forma a influência indígena marca a vida dos bandeirantes, sendo assim mais cômodo se alimentar com a mão direta utilizando o polegar, o indicador e o dedo médio em forma de pinça.

            Em relação aos bens podemos analisar o testamento de Francisca Cardoso esposa de Gaspar Vaz, falecida em 11 de março de 1611, neste documento encontramos informações importantes sobre bens e objetos valorizados naquela época. No testamento a vinte sete bens citados e avaliados entre eles:

“Diogo escravo de Guiné e sua mulher Lucrecia e seu filho Domingos todos de Guiné avaliados em quarenta mil réis”;
“Um colchão vazio em três cruzados”;
“Uma caixa usada avaliada em cinco cruzados”;
“Seis foices novas e quatro velhas avaliadas em dois mil e quinhentos e sessenta réis”;     
“Duas toalhas de mão e quatro guardanapos avaliados em uma pataca e meia”;
“Quatro arroubas de algodão seis patacas”,
“Oito porcos mal cevados avaliados em quinze cruzados”.

            Fica evidente a importância de alguns tipos de bens que eram fundamentais para sobrevivência naquele período de fundação de nossa futura cidade. Outro ponto importante a ser analisado na vida dos bandeirantes refere-se a sua alimentação, que pela influência indígena muito se modificou. Basicamente a alimentação era composta de raízes e seus derivados (mandioca, cará, fubá, farinha de mandioca, etc.), cereais e seus derivados (milho, canjica, farinha de milho, etc), frutas (banana, abacaxi, maracujá, etc), carnes (peixe, porco, paca, capivara, tartaruga, anta, tatu, veado e etc). Havia alguns alimentos curiosos como ovos de jabuti e formigas (Içá) torradas.

            As atividades sociais da vila de Sant’Anna de Mogi-Mirim se resumiam em atos públicos e festas religiosas. O primeiro refere-se a ações públicas organizadas pela câmara municipal, como uma eleição ou leitura de ordens vindas do reino ou da província. A segunda remete-se puramente ao catolicismo, casamentos, missas e festas canônicas (Páscoa, Pentecostes, Corpus Christi, Natal, etc) e festas populares (Festa do Divino, São Benedito, Nossa senhora do Carmo, etc), estas atividades eram o pouco do “lazer” que a população podia contar, nessas ocasiões era o momento das famílias mostrarem o quanto eram poderosas e ricas, ostentando suas lindas roupas em grande parte vinda de Portugal.

             Com essa análise da vida do bandeirante fica evidente para nós mogianos, a trajetória e as transformações que perpetuam até nossos dias em forma de tradições nosso cotidiano sendo em nossa alimentação ou transparecendo nossa fé ao cultuarmos alguns santos populares em nossa cidade como na Festa do Divino Espírito Santo, que nos remete a mais de 300 anos de história, tradição e fé.

Bibliografia:
MACHADO, Alcântara. Vida e Morte do Bandeirante. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006.

GRINBERG, Isaac. Gaspar Vaz: fundador de Mogi das Cruzes. São Paulo, 1979.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Deuses do Samba

Infelizmente a vida é curta e tira de nosso convívio grandes gênios que honrosamente nos deixaram obras inesquecíveis. No samba faz falta figuras como Adoniran Barbosa, Cartola e Nelson Cavaquinho, personagens que marcaram época e estilo musical. Mestres onde estiveram, por favor, mandem inspiração para as pobres mentes do mundo do samba.  Estamos precisando... URGENTE!

Adoniran Barbosa, Billy Blanco, Cartola e Nelson Cavaquinho






segunda-feira, 16 de maio de 2011

Mogianos

     Esta serie de videos vem para retratar nossa Mogi das Cruzes em diferentes aspectos. Espero que gostem e possam enviar sugestões de temas para futuras produções.













sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sexta-feira 13

Para todo bom supersticioso, a sexta-feira 13 é uma data com grande peso negativo. Dia para poucas conversas importantes e/ou fechar negócios. Vejamos como nasceu está data, segundo as tradições católicas.
Segundo antigos escritos no ano de 1375, houve uma armadilha feita pelo Papa Gregório XI, contra a Ordem dos Cavalheiros Templários. Nesta ocasião o papa ordenou que fossem queimados todos os grandes lideres da ordem as 3h00 da madrugada. Com essa atitude o pontífice se livraria definitivamente dos templários, ordem que ganhava cada vez mais adeptos e se fortalecia financeiramente. A partir de 1375, todas as sextas-feiras 13 tornar-se-iam amaldiçoadas.
Outra lenda diz respeito ao “horário das trevas”. A quem acredite que as 3h00 da madruga de uma sexta-feira 13 é o momento onde ”demônios” se libertam para promover o mal na terra. Neste caso os ”demônios” utilizam as 3h00 da madruga em forma de deboche copiando as 3h00 da tarde hora em que Jesus Cristo morreu (sexta-feira santa).  
Mas toda essa história não passa de uma lenda. Portanto a sexta-feira 13 não passa de mais um dia convencional, como todas as sextas-feiras. Dia este para curtirmos com nossos amigos e namorada o início de um belo final de semana!
Boa sexta-feira 13 a todos e um ótimo final de semana!!! Abraço... 

domingo, 8 de maio de 2011

Centro Cultural Dona Mariquinha

          No mês de abril de 2011 foi criado o Centro Cultural Dona Mariquinha, organizado pelo grupo Frontispício. Este centro terá com finalidade a difusão da Arte em geral em  Mogi das Cruzes. No mês de maio a empresa Dialética Cultural representada por Glauco Ricciele, Angelo Nanni e Sergio Damy, entrou como parceira na centro cultural. Os primeiros trabalhos serão pautados na limpeza, restauração e catalogação de inúmeros itens históricos que estão no local a décadas. Atualmente o Casarão pertence a João Benedito Camargo .


Por gentileza. Precisamos de doações de caixa arquivo e pastas para acondicionar documentos, revistas e jornais antigos. Os interessados favor entrar em contato pelo e-mail: glaucohistoria@limao.com.br


Profª Mariquinha

Centro Cultural Dona Mariquinha